entre maio e outubro
Uma coisa se destacou, no entanto: quando alguém chega perto demais, fico aterrorizada com abruptos "adeus". Quando eu não encontro motivos para partir, sigo aterrorizada. Talvez, por isso, eu não me veja casando. 29 de maio, dia do acolhimento com a nova psicóloga. Quando eu comecei a me consultar com a Duda, atual psicóloga e parte vital da minha rede de apoio, tinha em mente que gostaria de me preparar para adentrar em relacionamentos românticos duradouros. Eu não entendia muito bem de onde tamanho ceticismo vinha, mas queria acreditar, novamente, na ideia de um relacionamento romântico - ideia essa que fora abandonada quando ainda estava em meu primeiro namoro. Achava que o cinismo residia em mim, e por isso continuava buscando motivos para partir quando conhecia alguém pelo qual me interessava. Achava que talvez algo tivesse se partido ou, talvez, enferrujado. É uma ironia ser uma romântica incurável, celebrar finais felizes, acompanhar a vida am...